Respiração Agônica (Gasping)

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A Respiração Agônica, também chamada de “Gasping”, Respiração Ofegante, Respiração Cheyne-Stokes e Estertor, como os nomes indicam, são quando uma última medida que o corpo adota para se salvar, apresentando movimentos respiratórios assincrônicos não efetivos, caracterizado por altas amplitudes de curta duração com períodos de apneias subsequentes, indicando mau prognóstico. Pode ocorrer em pacientes com lesão isquêmica de tronco cerebral, e também é uma das Emergências Pediátricas e Neo-natais mais comuns.

Literalmente, o paciente fica visivelmente em estado de “agonia”. É um sinal de que o corpo não está recebendo oxigênio suficiente. No caso de parada cardíaca , a respiração agônica é uma indicação para começar a Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP).

Como identificar uma Respiração Agônica em situação de Emergência?

De Acordo com a American Heart Association, o som da respiração agônica,  pode fazer um barulho ofegante, na qual pode ser confundida com uma respiração normal, ou seja, não é, é considerada uma respiração anormal. Pode soar como ofegante , bufando, borbulhante , gemendo ou respiração difícil . Lembre-se, uma vítima em estado ofegante não está respirando normalmente. Para as vítimas em parada cardíaca, isso pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Gasping em Pacientes Terminais

A Respiração Agônica em casos de pacientes terminais, é um reflexo medular, e normalmente ocorre em paciente com nível de consciência limitado, portanto não causa desconforto ao paciente, podendo situar o Ritmo Respiratório Irregular, que é parte natural do processo de morte.

Cuidados de Enfermagem em Situações de Gasping

A Enfermagem deve estar prontamente apta para identificar uma situação de Parada Cardiorrespiratória, e a respiração agônica na qual pode apresentar, e promover rapidamente a Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP). Promover a oxigenação adequada através do reanimador manual (AMBU) até a chegada do médico e fisioterapia.

Em casos de pacientes terminais, promover o conforto ao paciente, buscar o alívio do desconforto físico, emocional ou espiritual do paciente e da sua família, dando o suporte emocional adequado aos familiares.

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