Precauções Padrão: O que são?

Precauções Padrão: O que são?

As Precauções Padrão, também conhecida como Precauções Universais, são medidas de proteção que devem ser adotadas pelos profissionais de saúde que terão contato direto com o paciente.

O que seriam estas medidas?

– Lavar as mãos, antes e após o contato com qualquer cliente/paciente ou material utilizado;

-Uso de luvas de procedimento, quando entrar em contato com qualquer fluído ou exsudato (secreção);

-Máscara e óculos de proteção devem ser utilizados durante os procedimentos em que possam ocorrer respingos de gotas de sangue ou de fluídos orgânicos, prevenindo a exposição de mucosas na boca, nariz e olhos;

-Aventais ou capotes devem ser utilizados nos procedimentos que sabidamente respingam sangue ou fluídos orgânicos, contaminando a roupa;

E o mais importante!

Os profissionais da área da saúde devem tomar medidas preventivas para evitar acidentes, ao manusear e desprezar perfurocortantes como agulhas, instrumentos ou qualquer outro material cortante.

O que são os Tipos de Precauções ou Isolamentos?

O isolamento é um conjunto de medidas técnicas para formar uma barreira asséptica, com o intuito de impedir a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para o outro, aos colaboradores, visitantes, ao meio ambiente.

E os principais são:

Precaução respiratória

São indicadas para pacientes portadores de microrganismos transmitidos por gotículas de tamanho superior a 5 mícrons, que podem ser geradas durante tosse, espirro, conversação ou realização de diversos procedimentos.

(Exemplo: coqueluche, difteria, streptococos pneumoiae, neisseria meningitides e caxumba).

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo ou coorte de pacientes com o mesmo agente etiológico. A distância mínima entre dois pacientes deve ser de 1 metro. A porta pode permanecer aberta;
  2. Máscara deve ser utilizada se houver aproximação ao paciente, numa distância inferior a um metro. Por questões operacionais, as máscaras podem ser recomendadas para todas as vezes que o profissional entrar no quarto. Devem-se incluir os visitantes e acompanhantes;
  3. O transporte dos pacientes deve ser limitado ao mínimo indispensável e, quando for necessário, o paciente deve usar máscara.

Precauções com aerossóis

São indicadas para pacientes com suspeita ou infecção comprovada por microrganismos transmitidos por aerossóis (partículas de tamanho menor que 5 mícrons) que ficam suspensos no ar e que podem ser dispersos a longas distâncias.

(Exemplo: varicela, sarampo, tuberculose).

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo que possua pressão de ar negativa em relação às áreas vizinhas; um mínimo de 06 trocas de ar por hora; e, cuidados com o ar que é retirado do quarto (filtragem com filtros HEPA) antes da recirculação em outras áreas do hospital. As portas devem ser mantidas fechadas;
  2. Proteção respiratória com máscara que possua capacidade adequada de filtração e boa vedação lateral, máscara nº 95. Indivíduos suscetíveis a sarampo e varicela não devem entrar no quarto de pacientes com suspeita ou portadores destas infecções;
  3. O transporte dos pacientes deve ser limitado, mas se for necessário eles devem usar máscara (a máscara cirúrgica é suficiente).

Precauções de contato

Estão são indicadas para pacientes com infecção ou colonização por microrganismos com importância epidemiológica e que são transmitidos por contato direto (pele-a-pele) ou indireto (contato com itens ambientais ou itens de uso do paciente).

(Exemplo: infecções gastrintestinais, respiratória, pele e ferida colonizada, entéricas e grandes abscessos).

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo ou coorte, quando os pacientes estiverem acometidos pela mesma doença transmissível. Os recém-nascidos podem ser mantidos em incubadora. Crianças e outros pacientes, que não deambulam, não requerem quarto privativo, desde que as camas tenham um afastamento maior do que 1 metro entre elas;
  2. Uso de luvas quando entrar no quarto do paciente. Após o contato com material que contenha grande concentração de microrganismos (por exemplo: sangue, fezes e secreções), as luvas devem ser trocadas e as mãos lavadas. Após a lavagem das mãos, deve-se evitar o contato com superfícies ambientais potencialmente contaminadas;
  3. Uso de avental limpo, não estéril, quando entrar no quarto, se for previsto contato com o paciente que possa estar significativamente contaminando o ambiente (diarreia, incontinência, incapacidade de higienização, colostomia, ileostomia, ferida com secreção abundante ou não contida por curativo). O avental deve ser retirado antes da saída do quarto, e deve-se evitar o contato das roupas com superfícies ambientais potencialmente contaminadas;
  4. O transporte de pacientes para fora do quarto deve ser reduzido ao mínimo. As precauções devem ser mantidas durante o transporte;
  5. Os itens que o paciente tem contato e as superfícies ambientais devem ser submetidas à limpeza diária;
  6. Equipamentos de cuidado com os pacientes e materiais como estetoscópio, esfigmomanômetro ou cômoda ao lado do paciente, sempre que possível, devem ser usados somente por um único paciente. Se não for possível, a desinfecção deste material é recomendada entre o uso em um e outro paciente.

Precaução Empírica

As precauções empíricas são indicadas para os casos de pacientes sem diagnóstico definitivo, porém com indícios de infecção por agentes que necessitem de precauções. Devem permanecer até que haja confirmação ou esclarecimento do diagnóstico.

Nestes casos inserem-se:

– Precauções de Contato: diarreias agudas de etiologia infecciosa, erupção vesicular, abcessos ou feridas com exsudato que extravase a cobertura;

– Precauções para Aerossóis: erupção vesicular, tosse com febre e infiltração de lobo pulmonar em qualquer local em paciente HIV positivo;

– Precauções para Gotícula: meningite, exantema petequial e febre.

Isolamento Reverso

Destina-se a paciente cuja resistência à infecção esteja seriamente comprometida.

Ex: leucemia, queimados, pós-cirurgia cardíaca, transplantados AIDS.

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo necessário;
  2. Manter a porta sempre fechada;
  3. Capote: deve ser usada por todas as pessoas que entrarem no quarto;
  4. Máscara deve ser utilizada pelo paciente;
  5. Lavagem das mãos, na entrada e saída do quarto do paciente;
  6. Luvas: devem ser usadas por todas as pessoas que têm contato direto com o paciente;
  7. Visitas devem ser limitadas e instruídas quanto aos cuidados a serem tomados dentro do quarto;
  8. Transporte de pacientes: deve ser evitada a exposição do paciente a qualquer fonte de infecção; utilizar técnica empregada em isolamento total para transporte de paciente.

A ANVISA disponibiliza gratuitamente, em seu site, a cartilha sobre os tipos de precauções padrão e diversas informações importantes e relevantes ao assunto.

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