Intoxicações e o papel da Enfermagem

IntoxicaçõesA enfermagem tem uma participação importante no tratamento das intoxicações por suas intervenções, na descontaminação de olhos, pele e lavagem gástrica e na assistência respiratória, quando indicado.

Pacientes com overdose de drogas ou intoxicação, necessitam de cuidados precisos para evitar complicações; o paciente pode ainda estar acordado apesar da quantidade de droga ingerida (absorção ainda parcial), sendo indicada a lavagem gástrica (se a ingestão não for de agentes corrosivos); é importante observar o paciente por um tempo prolongado.

O paciente pode se apresentar em coma ou evoluir para coma, com sérias complicações como hipóxia, bronco aspiração de conteúdo gástrico, etc.

Manobras de tratamento devem ser instituídas como emergência visando à proteção de vias aéreas, respiração, circulação, drogas (dextrose, tiamina, antagonistas de narcóticos), e outros.

Hipotermia, hipotensão, hipertensão, arritmias e convulsões são as complicações mais evidentes. Antídotos devem ser usados quando a droga ingerida é conhecida. A descontaminação da pele deve ser feita com abundante quantidade de água para aqueles casos de lesão da pele por corrosivos. Nos olhos também deve ser utilizada a água abundante: utilizar se possível anestésico tópico ocular antes do início da lavagem ocular (e sub-palpebral).

A descontaminação do trato gastrointestinal pode ser feita por:

Êmese – provocação de vômitos com substâncias vomitórias (ipeca, por exemplo);
Lavagem gástrica – indicada quando a êmese não foi efetiva, porém contraindicada em situações de intoxicação por corrosivos, inconsciência (vômitos e bronco aspiração de conteúdo gástrico sem tubo endotraqueal).

O uso do carvão ativado tem suas indicações precisas bem como contra indicações.

Catarse – é outra manobra para diminuir os efeitos deletérios da intoxicação provocando a aceleração do trânsito intestinal na tentativa de eliminar o produto ingerido.

Ainda como medidas para desintoxicação, podem ser utilizadas a diurese forçada (diuréticos), alcalinização da urina ou acidificação da urina (contra-indicado com rabdomiólise e mioglobinúria).

Hemodiálise e hemoperfusão – utilizadas quando a droga é conhecida ou suspeita de poder ser dialisada; em coma profundo, apneia. hipotensão ou choque, e outras alterações graves do balanço metabólico. E. em situações com intoxicações, em portadores de doenças graves de base.

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Opioides

Intoxicação Aguda

Pupila puntiforme, depressão respiratória e coma, boca seca, analgesia, hipotensão arterial. cianose, hipotonia muscular, respiração de Cheyne-Stokes.

Intoxicação Crônica

Dependência física e psicológica – a falta da droga provoca o que se chama de síndrome de abstinência que é caracterizada por nervosismo, ansiedade, sonolência, sudorese, pele arrepiada, contrações musculares, dores acentuadas nas costas e pernas, vômitos, diarreia, aumento da pressão arterial, aumento da temperatura, sofrimento psicológico.

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