Hipoxia

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A hipóxia é caracterizada pela falta de oxigênio nos tecidos, com graves consequências para este tecido, como exemplo no infarto do miocárdio, que ocorre pela falta de oxigenação do músculo cardíaco por obstrução de uma artéria coronária que irriga aquela região.

Em bases fisiológicas, o transporte de oxigênio obtido nos alvéolos pulmonares pela respiração é levado aos tecidos  pelo sangue é determinado por uma cadeia de fatores, que envolvem a pressão parcial de oxigênio arterial (PaO2), a concentração de hemoglobina sanguínea e sua afinidade pelo oxigênio, o débito cardíaco e a perfusão local de oxigênio nos órgãos e tecidos do organismo.

Em condições normais, aproximadamente, 99% do oxigênio é transportado, combinado com a hemoglobina, pouco representando o dissolvido no plasma. A hipóxia tissular surge como conseqüência das alterações na cadeia de transporte de oxigênio, desde a sua captação nos pulmões até a liberação e chegada às mitocôndrias das células.

As conseqüências da hipóxia se manifestam já na circulação pulmonar, desencadeando a vasoconstrição arteriolar pulmonar e promovendo o aumento das pressões no circuito arterial pulmonar, contribuindo para sobrecarregar e reduzir o desempenho cardíaco direito. Ao longo do tempo também leva ao desenvolvimento de poliglobulia (aumento dos glóbulos vermelhos), aumento do hematócrito e aumento da viscosidade sanguínea. Progredindo e acentuando-se, a hipoxemia leva ao comprometimento dos mecanismos aeróbicos de produção de energia com conseqüências nocivas para todo o organismo, em especial coração e cérebro.

Tipos de Hipóxia

1) Isquêmica (redução do fluxo sanguíneo)
2) Hipoxêmica (redução da oxigenação do sangue)
3) Anêmica (redução da concentração de hemoglobina plasmática)
4) Citopática (perda da capacidade celular em utilizar o oxigênio)

Hipóxia e Hipoxemia: Quais são as diferenças?

Atente-se pelas diferenças básicas dessas duas patologias. A hipóxia é caracterizada pela redução do aporte de oxigênio aos tecidos; já a hipoxemia é caracterizada pela redução da pressão parcial de oxigênio no sangue arterial (PaO2).

Lembrando que sempre que ocorrer hipoxemia ocorrerá hipóxia mas, nem sempre a hipóxia provem da hipoxemia.

Cuidados De Enfermagem com pacientes em Hipóxia:

  • Manter Vigilância Constante;
  • Fornecer oxigênio suplementar, incluindo ventilação mecânica, conforme prescrito;
  • Monitorizar a administração e eficácia de oxigenioterapia;
  • Verificar os sinais vitais, temperatura, freqüência cardíaca e respiratória e pressão arterial;
  • Atentar para mudança na coloração da pele, principalmente cianose de extremidades;
  • Promover repouso absoluto;
  • Avaliar nível de ansiedade, proporcionar conforto, e evitar estimulação excessiva;
  • Promover mudança de decúbito a cada 2 horas observando a posição de melhor adaptação respiratória;
  • Manter o paciente em decúbito elevado, quando possível;
  • Avaliar o nível de consciência antes que sedativos e tranqüilizantes sejam administrados;
  • Umidificar o ar e encorajar a ingestão hídrica;
  • Monitorizar a gasometria arterial e a saturação de O2 por oximetria capilar;
  • Manter o cuidado apropriado com os equipamentos de oxigenoterapia (tubos de aerossol, umidificadores, traquéias);
  • Controlar o nível nutricional obedecendo rigorosamente os horários de administração das dietas (enteral e parenteral), e ter cuidados especiais aos balonetes das cânulas durante administração da dieta certificando da insuflação dos mesmos;
  • Realizar o controle de infecção através da lavagem das mãos, utilização das precauções básicas de barreira, técnica correta de aspiração traqueal, esterilização dos circuitos respiratórios, protegendo a extremidade distal do circuito respiratório ao desconectar do paciente e fazer acompanhamento do resultado de culturas.
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