Fixação de Sonda Vesical de Demora

Desde 2013, o COFEN abriu uma resolução em questão da sondagem vesical que poderiam ser feitas pelos técnicos de enfermagem, sendo a partir deste ano, sendo privativo ao Enfermeiro, conforme descrito:
 
A plenária do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) confirmou que o procedimento de sondagem vesical não pode ser delegado pelo enfermeiro aos técnicos de Enfermagem sob sua supervisão, em resposta a consulta feita pelo Coren – SP.
 
Para a Câmara Técnica de Legislação e Normas (CTLN) do Cofen, trata-se de um procedimento de alta complexidade, devendo ser mantido o entendimento atual acerca da resolução Cofen 450/2013, que normatiza a sondagem vesical no âmbito da Enfermagem, como privativa do Enfermeiro.
 
Então, somente, cabe aos cuidados de enfermagem, que podem ser mantidos pelos técnicos de enfermagem, como:
 
– Nunca tracionar a sonda, ela pode sair de posição dentro da bexiga trazendo risco de lesionar a uretra e ocorrer extravazamento da urina pela uretra, podendo ocorrer complicações no tratamento.
 
– Alternar o lado de fixação da bolsa coletora para evitar lesão no meato urinário (entrada da uretra) e a pele onde a sonda se apoia. Deve-se alternar a posição da bolsa no momento da higienização, procurando não exceder 6h à 8h contínuas para cada lado.
 
– Não deixar a bolsa coletora da sondagem vesical de demora em contato direto com o piso/chão. Isso proporciona alto risco de contaminação podendo desencadear infecção do trato urinário.
 
– Nunca elevar a bolsa coletora acima da linha média da cintura do paciente. NUNCA promover o refluxo da urina, depositada no trajeto do extensor que liga a bolsa coletora a sonda, pois seu retorno para o interior da bexiga pode causar infecção do trato urinário.
 
– Na drenagem da bolsa observar sempre o aspecto (cor, viscosidade e cheiro) e o volume da urina depositada/excretada.
 
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