DPOC: Enfisema Pulmonar VS. Bronquite Crônica

Bronquite Crônica

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, conhecido como DPOC, é termo usado para um grupo de doenças pulmonares caracterizado por obstrução crônica das vias aéreas dentro dos pulmões.

Neste grupo, duas doenças se destacam por serem responsáveis por quase todos os casos de DPOC na prática médica:

A  Bronquite crônica e o Enfisema pulmonar.

Mas quais são as suas principais diferenças?

A Bronquite Crônica

É definida por uma tosse produtiva de pelo menos três meses de duração por ano (não necessariamente consecutivos) por 2 anos ou mais.

Outros sintomas podem incluir chiado e falta de ar, especialmente durante exercícios físicos.

A tosse é muitas vezes pior logo depois de acordar, e o catarro produzido pode ter uma cor amarela ou verde, podendo apresentar estrias de sangue.

A bronquite crônica é causada por uma lesão recorrente ou irritação do epitélio respiratório dos brônquios , resultando em crônica a inflamação , edema (inchaço), e aumento da produção de muco pelas células caliciformes.

O fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões é parcialmente bloqueada devido do muco inchaço e extra nos brônquios ou devido a reversível broncoespasmo.

Maioria dos casos de bronquite crônica são causados ​​por fumar cigarros ou outras formas de tabaco. Inalação crônica de vapores irritantes ou poeira de exposição ocupacional ou a poluição do ar também pode ser causador.

Cerca de 5% da população tem bronquite crônica, e é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.

A Enfisema Pulmonar

É caracterizada por danos aos alvéolos pulmonares, causando oxigenação insuficiente e acúmulo de gás carbônico no sangue (hipercapnia).

Ela geralmente é causada pela inalação de produtos químicos tóxicos, como fumaça de tabaco, queimadas e poluição do ar.

Os danos às paredes dos alvéolos reduzem o espaço capaz de fazer troca de ar.

A inflamação que ocorre nos pulmões acontece também em outras partes do organismo como por exemplo o coração, e por isso atualmente a DPOC também é considerada uma doença sistêmica.

Também afeta outros animais, especialmente cavalos expostos a feno com fungos e cachorros e gatos expostos a fumaça de cigarro por muitos anos.

As principais causas de enfisema são:

  • Tabagismo (cerca de 80 a 90% dos pacientes com enfisema foram ou são fumantes)
  • Exposição a gases tóxicos no local de trabalho (cerca de 10 a 20% dos casos) 
  • Genética (responsável por 1 a 5% dos casos)

E as diferenças entre as duas patologias?

Na prática clínica o que encontramos, na verdade, é um sobreposição entre as duas doenças:

O doente com DPOC pode ter um quadro com mais características de bronquite crônica, mas apresenta sempre algum grau de destruição dos alvéolos e hiperinsuflação.

O mesmo ocorre no enfisema, que costuma ter também algum grau de produção de muco e tosse crônica. Por isso, o termo DPOC é mais adequado para definir a doença destes pacientes.

É comum o paciente ter as duas doenças ao mesmo tempo. Ambas apresentam sintomas como falta de ar, secreção, deficiência respiratória mediante esforços. A bronquite provoca ainda tosse e expectoração.

Portanto, a Bronquite Crônica pode afetar pessoas entre 40 a 50 anos, já o Enfisema Pulmonar afeta pessoas entre 50 a 75 anos.

O “Tossidor Azul” e o “Soprador Rosado”

Tendo em conta o aspecto geral dos pacientes com DPOC, o que chama a atenção em um grupo de doentes com DPOC são as características de pessoas emagrecidas e outros com sobrepeso.

Baseando-se nesta característica, Dornhost e Filley classificaram estes pacientes em dois tipos: o Pink Puffer (soprador rosado), que é o emagrecido, e o Blue Bloater (tossidor azul), que é a pessoa em sobrepeso, devido ao aumento da retenção que esses pacientes desenvolvem , há sinais de insuficiência direita do coração.

Os “Sopradores Rosados” recebem esse nome, porque esses pacientes tem uma tendência a serem rosados, devido a um aumento da produção de células sanguíneas, principalmente hemácias, esse paciente adotará uma atitude de respiração em que ele fica soprando, ele permanece com os lábios entre abertos, tentando vencer a resistência das vias aéreas, tendo assim este nome.

Já os “Tossidores Azuis” recebem este nome, porque os pacientes entram em um quadro de hipoventilação, ou seja, a respiração fica muito curta ou lenta, assim entrando em hipercapnia, que é decorrente da hipoventilação, provocando uma acidose respiratória e hipoxemia, sendo assim, responsável por um estado de confusão com sensação de obnubilação ou até perda de consciência, e sua hemoglobina não estando devidamente oxigenada, levando o paciente a uma leve coloração azulada, ou cianótica.

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