Cetoacidose Diabética (CAD)

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A Cetoacidose Diabética ou CAD é causada por deficiência relativa ou absoluta de insulina e elevação do nível dos hormônios contra-regulatórios (glucagon, catecolaminas, cortisol e hormônio do crescimento), com conseqüente aumento da gliconeogênese, glicogenólise, alteração na utilização periférica da glicose, lipólise e transformação dos ácidos graxos livres em corpos cetônicos, sendo considerado uma grave emergência médica.
 
QUAIS SÃO OS FATORES DESENCADEANTES?
 
Não adesão ao tratamento do DM, infecção, uso inadequado de insulina, alimentação incoerente a do paciente com DM, uso de alguns imunossupressores, altas doses de glicocorticóides, trauma, pancreatite, interrupção inapropriada de insulina com infusão contínua.
 
QUAIS SÃO AS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS?
 
Polidpsia, fraqueza, poliúria, náuseas, vômitos, desidratação, emagrecimento, hálito cetônico, febre associada à infecção, turgor da pele diminuído, alteração do estado mental, hiperventilação compensatória, respiração de Kusmaull, mucosas e pele secas.
 
* Respiração de Kussmaul: Respirações profundas-hiperventilação na tentativa de diminuir a acidose.
 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PROFISSIONAL TÉCNICO
 
As principais intervenções de enfermagem têm por objetivos impedir a cetogênese, corrigir a hiperglicemia, a desidratação, os desequilíbrios eletrolítico e ácido-básico.
 
· Lavar as mãos antes de cada atividade de cuidado do paciente e após as mesmas, com o objetivo de evitar o risco de infecção;
Oferecer dieta para diabéticos e incentivar ingestão hídrica;
 
· Monitorizar sinais vitais a cada 15 min, até que a condição do paciente esteja estável. A seguir a cada 1 hora. Comunicar ao médico em relação a: FC > 120 bpm ou PA < 90/60 ou redução > 20 mmHg a partir dos dados iniciais. Avaliar e registrar a freqüência e profundidade da respiração;
 
· Instalar e controlar rigorosamente a hidratação EV, conforme prescrito. Ficar atento a sinais de sobrecarga hídrica: distensão da veia jugular, dispnéia, crepitações (estertores), PVC > 6 mmHg;
 
· Se prescrito, instalar e controlar as soluções de reposição de eletrólitos e bicarbonato;
 
· Realizar glicemia capilar de acordo com prescrição médica, de enfermagem ou protocolo de insulina;
 
· Instalar e controlar rigorosamente a infusão contínua de insulina regular endovenosa em bomba de infusão, prescrita pelo médico ou conforme procedimento de controle da glicemia;
 
· Monitorizar a glicose do sangue enquanto usar infusão de insulina. Comunicar ao médico, se a glicose do sangue cair mais rápido do que 100 mg/dL/h, ou se cair para < 250 a 300 mg/dL;
 
· Se a opção médica for não utilizar infusão contínua de insulina endovenosa, a administração de insulina regular deve ser feita por via intramuscular (IM) ou subcutânea (SC), sob prescrição.
 
· Avaliar sinais de hipoglicemia como: sudorese, taquicardia, sonolência, desorientação.
 
· Monitorizar Balanço Hídrico. Observar estado hídrico, mucosa oral seca, redução no débito urinário< 0,5ml/kg/h, comunicar alterações.
 
· Monitorizar arritmias cardíacas, inclusive distúrbio do ritmo e da condução.
 
· Avaliar o nível de consciência e o estado respiratório, em especial, desobstrução de vias aéreas, a intervalos freqüentes. Manter material de intubação, ambu e máscara, além de oxigênio suplementar, à cabeceira. Avisar o médico a respeito de mudança na condição do paciente.
 
· Evitar o uso de procedimentos invasivos uma vez que o paciente com diabete corre maior risco de infecção bacteriana. Trocar curativos de inserção do cateter central e trocar os acessos periféricos, conforme a padronização institucional. Os cateteres centrais devem ser retirados assim que possível.
 
· Usar técnica asséptica de forma criteriosa ao inserir ou manipular os cateteres.
 
 
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