Carrinho de Emergência

É um armário indispensável,  contém os equipamentos usados por médicos e enfermeiros e técnicos de enfermagem quando acontece uma parada cardíaca. Esta é uma situação que exige procedimentos de socorro imediatos. Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a nomenclatura mais apropriada é Carrinho de Emergência.

Com base nessa necessidade, propõe-se a padronização dos carros de emergência, objetivando homogeneizar o conteúdo e quantidade de material dos carrinhos nas diferentes unidades, retirando o desnecessário e acrescentando o indispensável, de forma a agilizar o atendimento de emergência e reduzir o desperdício. Os setores em que se dever obter estes carrinhos são Unidade de Internação, Pronto Socorro, Unidade de Terapia Intensiva, Unidade Coronariana, Centro Cirúrgico, Unidade Ambulatorial, Hemodinâmica, entre outros.

A quantidade de drogas e equipamentos deve ser estipulada conforme necessidade da área e rotina institucional. Médicos , enfermeiros e técnicos de enfermagem devem estar preparados para atender, de forma sistematizada e padronizada, uma situação de emergência. Para que isso ocorra, o treinamento da equipe é fundamental, e todo o material necessário para esse momento deve estar disponível de forma imediata. Existe um a controvérsia de quem é a responsabilidade da conferencia do carrinho de parada, pois o profissional responsável pelas medicações do hospital é o Farmacêutico, porem o Conselho Federal de Farmácia não trata como privativo do profissional farmacêutico a conferência e reposição do Carrinho de Emergência. Contudo na maioria das Instituições Hospitalares cabe ao Enfermeiro de preferência um diarista a responsabilidade da conferência e reposição do Carrinho de Emergência, esta responsabilidade deve ser protocolada de modo que toda equipe tenha acesso a sua conferência.

O que deverá ter no carrinho?

 

Tábua de compressão torácica
Desfibrilador
Monitor

1ª GAVETA

Medicamentos mais utilizados em situações de emergências clínicas.

Para diluição:
– ABD Ampola com 5ml;
– ABD Ampola com 10ml;
– Cloreto de sódio – ampola de 10ml a 20%.

Aminofilina – Ampola de 10 ml com 240mg (24mg/ml).
Ação:
Dilatação dos brônquios e dos vasos pulmonares, através do relaxamento da musculatura lisa;
Dilatação das artérias coronárias e aumento do débito cardíaco e da diurese;
Estímulo do centro respiratório.
Diluir em SF 0,9% ou SG 5%.
Administração intravenosa lenta (10 a 20 min).
Não misturar ou infundir no mesmo acesso venoso:
Adrenalina, cálcio, dobutamina, dopamina, fenitoína, prometazina, meperidina, morfina, cefalosporinas em geral.

Atropina – Ampola de 1 ml com 0,5mg.
Ação:
Parassimpaticolítico: aumenta a freqüência cardíaca;
Broncodilatação;
Midríase;
Redução de salivação;
Antídoto na intoxicação por organofosforados.
Dose máxima em adultos: 2mg/dose.
Administração intravenosa: Pode ser feita sem diluir e em bólus rápido.
Administração endotraqueal: diluir para 3 a 5ml em soro fisiológico.

Bicarbonato de sódio – Ampola de 10ml a 8,4%.
Indicação:
Acidose metabólica;
Hipercalemia;
Hipermagnesemia;
Intoxicações por antidepressivos tricíclicos, cocaína ou bloqueadores dos canais de cálcio.
Na emergência:
Diluir a ampola a 1:1 com ABD e administrar a dose em, no mínimo, 2 minutos, direto na veia.
Fora das emergências:
Correr em 1-2 horas em bomba de infusão.
Lavar o acesso venoso com 3 a 5ml de SF imediatamente antes e imediatamente depois da administração em bólus.
Acesso venoso exclusivo.

Cloreto de potássio (KCl)‏ – Ampola de 10 ml a 10%.
Indicação:
Reposição e prevenção de deficiência.
Deve ser diluído antes de administrar.

Diazepam – Ampola de 1 ml com 10 mg;  Ampola de 2 ml com 10 mg.
Ação:
Sedativo de ação longa (sem efeito analgésico);
Ansiolítico;
Anticonvulsivante;
Miorelaxante esquelético.
Bólus ou EV contínua;
Não administrar IM;
Não misturar com nenhuma droga na mesma seringa;
Na infusão contínua, trocar a solução de 4/4h;
Não infundir junto com adrenalina, bicarbonato, dexametasona, dobutamina, fentanil, furosemida, heparina, hidrocortisona, isoproterenol, lidocaína, meperidina, vitaminas.
EV: ter material de suporte ventilatório.

Dopamina / Revivan -Ampola de 10 ml com 50mg (5mg/ml).
Catecolamina endógena;
Ação:
Inotrópica;
Vasoconstritora sistêmica (pressora em doses altas);
Vasodilatadora renal (em doses baixas).
Geralmente usada diluindo-se uma ampola de 10ml com 5mg/ml em 240ml de SGI.
Paciente de 60 kg: infusão de 60 gotas/minuto = 180 ml/hora.
Pode ser misturada na mesma solução com dobutamina, adrenalina, noradrenalina, lidocaína, vecurônio ou atracurônio.
Não infundir junto com bicarbonato.

Epinefrina / Adrenalina – Ampola 1mg/1ml.
Ação:
Inotrópico (aumenta a contratilidade miocárdica);
Cronotrópico (aumenta a freqüência cardíaca);
Aumenta a resistência vascular periférica;
Aumenta a PA (melhorando a perfusão coronariana).
EV: 1 ampola por dose a cada 3 minutos.
Preferencialmente em veia central em acesso exclusivo;
Não associar com bicarbonato na mesma via.

Hidantal / Fenitoína sódica – Ampola de 5ml a 5% (50mg/ml).
Ação:
Anticonvulsivante;
Antiarrítmico.
Não infundir junto com glicose, amicacina, aminofilina, bicarbonato, dobutamina, cálcio, heparina, hidrocortisona, lidocaína, morfina.
Diluir em SF para 1 a 10mg/ml para evitar flebite;
Infundir em 20 a 30 minutos;
Após a infusão, lavar equipo e cateter com SF;
Usar em 1 hora após diluição.

Amiodarona / Ancoron – Ampola de 3 ml com 150mg (50mg/ml).
Ação:
Antiarrítmico.
EV: preferir fazer em bólus direto, lento (5 minutos), e evitar correr em equipo (devido a liberação de substância tóxica em contato com plásticos).
Não misturar ou infundir no mesmo acesso:
Aminofilina, Bicarbonato de sódio, cefazolina, cloreto de sódio e heparina.

Fentanil – Frasco de 10 ml com 0,0785 mg/ml.
Ação:
Analgésico opióide 100 vezes mais potente que a morfina.
EV: bólus lento (3 minutos). Injeção muito rápida pode provocar rigidez torácica e muscular, broncoconstrição ou laringoespasmo.
Não misturar na mesma seringa ou na mesma linha com fenobarbital ou pentobarbital.

Gardenal / Fenobarbital – Ampola de 1 ml com 200mg.
Indicação:
Profilaxia e tratamento das crises tônico-clônicas generalizadas, crises parciais simples.
EV: infusão lenta (1mg/kg/min);
Diluir em qualquer tipo de soro.
Verificar se a apresentação é para uso EV.

Furosemida / Lasix – Ampola de 2ml com 20mg (10mg/ml).
Diurético de alça.
Indicações:
ICC;
Hipertensão;
Hipervolemia;
Edema por insuficiência renal.
EV sem diluir ou diluída a 1mg/ml.
Não misturar com cálcio, cefalosporinas, dopamina, dobutamina, hidrocortisona, gentamicina, midazolan, morfina.

Prometazina / Fenergan – Ampola de 2 ml com 50mg.
Ação:
Anti-histamínico H1 com ação antialérgica, antivertiginoso, antiemético e sedativo hipnótico;
Uso EV: infundir sem diluir em 3 minutos sem deixar extravasar (necrose de subcutâneo). Injeção acidental em artéria causa lesão grave na extremidade.

Cedilanide / Lanatosídeo C – Ampola de 2ml (0,2 mg/ml).
Digitálico de ação curta;
Uso EV.

Sulfato de magnésio – Ampola de 10ml a 50%.
Anticonvulsivante;
Uso EV ou IM.

Hidrocortisona / Solu-cortef  – Frasco-ampola com 500mg + diluente (2ml).
Ação:
Glicocorticóide. Usado na asma grave, reposição hormonal na insuficiência supra renal e doenças inflamatórias;
Uso EV;
Não esquecer de realizar desinfecção na tampa com fricções de álcool 70%.

Heparina / Liquemine – Frasco 5 ml;
Ampola de 0,25ml com 500UI.
Anticoagulante;
Uso subcutâneo: recomenda-se não aspirar e não massagear o local da aplicação para evitar trauma do tecido.

Midazolan / Dormonid – Ampola de 3 ml com 15mg. ,Ampola de 1 ml com 5mg.
Agente indutor do sono, sedativo e anticonvulsivante;
Uso EV contínua (bomba de infusão) ou bólus lento em 2 a 3 min; pode ser IM quando o paciente estiver sem acesso venoso.

Haldol / Haloperidol – Ampola de 1ml com 5mg.
Antipsicótico, neuroléptico incisivo;
Uso IM ou EV lenta.

Adalat / Nifedipina – Cápsula sublingual 10mg
Anti-hipertensivo e antiarrítmico;
Uso sublingual: Deve-se furar a cápsula, colocar na boca e morder devagar para expelir o conteúdo, deixá-la debaixo da língua e depois engolir.

Isordil – Cápsula sublingual 10mg.
Vasodilatador coronariano;
Uso sublingual: não mastigar.

Gluconato de cálcio – Frasco-ampola com 10ml a 10% (100mg/ml).
Na parada cardiorespiratória tem importância secundária e deve ser usado só nos casos com hipocalcemia.
Uso EV por bólus: deve ser lenta no máximo de 0,5ml/min;
Não deve ser infundido ou diluído com bicarbonato, pois precipita. Lavar com soro fisiológico a via antes e depois de se infundir;
Se infiltrar provoca esclerose da veia e necrose tecidual.

Glicose hipertônica – Ampola de 20ml a 50%.
A glicose é importante na reanimação e nas emergências como choque, parada cardíaca, coma e insuficiência respiratória grave e durante convulsões;
É preferencial que seja realizada uma glicemia capilar antes de se administrar a glicose.
Uso EV por bólus: diluir a glicose em igual volume de ABD;
O uso de soluções acima de 25% em bólus ou de 12,5% em infusão contínua por tempo prolongado pode levar a esclerose e trombose de veias.

Cloridrato de lidocaína / Xylocaína
Anestésico local.
Antiarrítmico.

2ª GAVETA

Agulhas 25 x 7
Agulhas 40 x 12
Jelco nº 20
Jelco nº 18
Jelco nº 22
Cateteres Subclávia nº 16
Equipo Macrogotas
Equipo Microgotas
Sonda Uretral nº 8
Sonda Uretral nº 12
Sonda Uretral nº 16
Sonda Nasogástrica nº 12
Sonda Nasogástrica nº 16
Lâmina de Bisturi
Naylon 3,0 com agulha
Scalp nº 19
Scalp nº 21
Scalp nº 23
Seringa 1 ml
Seringa 3 ml
Seringa 5 ml
Seringa 10 ml
Seringa 20 ml
Three Way
Xilocaína Geléia

3ª Gaveta

3ª GAVETA

Bicarbonato de Sódio 5%
Eletrodos
Luvas Cirúrgicas nº 7,5
Luvas Cirúrgicas nº 8,0
Soro Glicosado 5% 250ml
Soro Glicosado 5% 500ml
Soro Fisiológico 0,9% 250ml
Soro Fisiológico 0,9% 500ml
Tubo nº 7,0
Tubo nº 7,5
Tubo nº 8,0
Tubo nº 8,5
Tubo nº 9,0

4ª GAVETA
Ambu
Cânula de Guedel
Guia de tubo
Lâmina para Laringo (Nº 2, 3 e 4)‏
Laringoscópio
Látex
Máscara de Hudson
Óculos Protetor
Umidificador

Anúncios