A Importância dos Hemocomponentes

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O hábito de doar sangue requer responsabilidade, compromisso e, principalmente, solidariedade – qualidades que já nascem com a pessoa ou que podem ser cultivadas desde a infância e mesmo despertadas pelo exemplo alheio, ou quando a necessidade bate à porta.

Uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas. O sangue é fracionado em  4 hemocomponentes principais: Na qual são o plasma, plaquetas, leucócitos e hemácias. E em seguida, enviado aos hospitais e pacientes que estejam necessitando.

O que acontece após a doação?

O sangue passa por um processo de centrifugação em equipamento especial; daí ocorre a separação dos hemocomponentes que serão utilizados em transfusão, conforme a necessidade dos pacientes. São eles:

– Concentrado de hemácias (CHM) – é a parte vermelha do sangue que contém as hemácias, células sanguíneas responsáveis pelo transporte do oxigênio para todo o corpo humano. É utilizado em anemias agudas como as causadas por hemorragias que ocorrem, por exemplo, em acidentes ou cirurgias com grande perda de sangue.

– Concentrado de plaquetas (CP) – é um componente de cor amarelo claro, que contém as plaquetas, responsáveis por um dos mecanismos de coagulação que impedem a continuidade do sangramento, formando um tampão nos vasos sanguíneos. É utilizado em caso de alteração da função ou diminuição do número de plaquetas, como ocorre em leucemias e em tratamentos com quimioterapia.

– Plasma fresco congelado(PFC) – é a parte líquida do sangue, clara e que contém fatores de coagulação responsáveis pelos outros mecanismos de coagulação, além da plaqueta. É utilizado em sangramento e deficiência de vários fatores de coagulação como as que ocorrem em grandes queimados e distúrbios de coagulação adquiridos.

– Crioprecipitado (CRIO) – é um precipitado originado do descongelamento do PFC em temperatura de 4° C, rico em fator VIII, fator XIII e fibrinogênio. É utilizado em pacientes com deficiência de fatores de coagulação (fibrinogênio e fator XIII).

O sangue é rotulado de forma a permitir sua rastreabilidade (possibilidade de identificar a origem do sangue doado, em caso de reações adversas no receptor), porém, preservando o sigilo do doador, conforme determina a legislação brasileira.

São realizados exames para tipificação do sangue e identificação de doenças transmissíveis. Somente após a liberação dos testes laboratoriais, os hemocomponentes, devidamente estocados, são distribuídos aos hospitais e clínicas conveniados.

O Sangue tem validade!

Cada hemocomponente possui uma validade. As plaquetas, por exemplo, só podem ser utilizadas por cinco dias após a coleta do sangue. É por isso que os doadores devem comparecer regularmente aos Hemocentros e postos de coleta. Uma redução no comparecimento afeta rapidamente o estoque de plaquetas necessárias a pacientes com distúrbios de coagulação.

  • Concentrado de hemácias (CHM) – 35 a 42 dias (dependendo da solução de conservação).
  • Concentrado de plaquetas (CP) – cinco dias.
  • Plasma fresco congelado (PFC) – um ano.
  • Crioprecipitado (CRIO) – um ano.

A partir do fracionamento do plasma sanguíneo por processos físico-químicos, é possível também preparar hemoderivados, geralmente produzidos em escala industrial. Através desse processo são obtidos concentrados de fatores de coagulação, albumina, globulinas.

A Enfermagem e a Hemotransfusão

O papel da Enfermagem é importante no procedimento de Hemotransfusão pois é necessário o contato prévio com o paciente, que é de extrema importância para a
monitorização transfusional. O paciente deve ser informado quanto às fases do ato transfusional e com a avaliação prévia, observação de sinais e sintomas pré-existentes, uso de medicamentos, patologia, grau de orientação.

Todo cliente tem o direito de saber a quais procedimentos será submetido, conhecer seus riscos e benefícios e, consentir sua execução. A Solicitação formal, feita em formulários específicos que contenham informações para a correta identificação do receptor.

Devem ser completas, legíveis e isenta de rasuras e preenchida exclusivamente por médicos.

A Assistência de Enfermagem na Hemotransfusão

– Confirmar a identificação do paciente;

– Comunicar e explicar ao paciente sobre o procedimento a ser executado;

– Verificar a prescrição médica;

– Verificar o s sinais vitais (SSVV) e registrar no prontuário;

– Observar as condições do produto relativas à estocagem, aspecto e validade;

– Conferir dados de identificação do paciente, rótulo da bolsa e etiqueta de transfusão;

-Mantenha a bolsa de hemocomponente por no máximo 30 minutos em temperatura ambiente antes do inicio da transfusão;

– Avalie a permeabilidade do cateter intravenoso e ausência de complicações como infiltração ou flebite antes da instalação;

– Permaneça junto ao paciente por 15 minutos após a instalação para identificar possíveis sinais de reações adversas.

– Mantenha a transfusão por no máximo 4 horas devido ao risco de contaminação do produto;

Realiza a infusão com solução salina, após a administração do produto para manter a permeabilidade do cateter;

– Despreze a bolsa de sangue após infusão em sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam as ações de punctura e ruptura, conforme  RDC- Resolução da Diretoria Colegiada- RDC nº 306, ANVISA;

– Em caso de reação transfusional interromper imediatamente a transfusão e comunique ao médico.

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