A Glândula Tireoide

tireoide

Cansaço, falta de energia e desânimo não são necessariamente consequência do excesso de trabalho e de preocupações. Uma pequena glândula que fica no pescoço comanda a energia do nosso corpo. É a tireóide. Ela produz T3 e T4, dois hormônios fundamentais para o funcionamento equilibrado de vários órgãos importantes como o cérebro, o coração e o fígado.

O T3 e o T4 permitem que o metabolismo funcione em ordem. Eles são importantíssimos para o crescimento e desenvolvimento das crianças, regulam o ciclo menstrual das mulheres, atuam no nosso humor, na memória, nas emoções e até no nosso peso. Graças aos hormônios da tireóide temos energia para todas as tarefas

 do dia a dia.

O que é o HIPOTIREOIDISMO ?

Como o nome já diz, é a diminuição dos hormônios da tireóide. Quem tem hipotireoidismo sente muito cansaço, o coração bate mais devagar. A pessoa tem sono e preguiça, sente mais frio, engorda com facilidade. A pele fica mais seca, o intestino pode ficar preso, a memória pode diminuir e em alguns casos a doença leva à depressão. A boa notícia é que há tratamento. Como existem várias causas para o hipotireoidismo, é preciso ir ao médico para que ele identifique a origem do problema e faça o tratamento.

E o HIPERTIREOIDISMO? O que é?

Nesta situação os hormônios T3 e T4 estão em excesso. Os sintomas são exatamente opostos aos do hipotireoidismo. O organismo começa a funcionar acelerado: o coração bate mais rápido, as pessoas podem perder peso, ficam agitadas, não dormem direito, tem a menstruação irregular e sentem mais calor. Neste caso também existe tratamento.

Como é feito o diagnóstico?

O TSH, o T4 e o T3 são utilizados em conjunto para avaliação da função tireoidiana, sendo o TSH o exame mais robusto. Diversos avanços e ensaios laboratoriais de dosagem de TSH, ao longo das últimas décadas, foram importantes para constituir os valores de normalidade do TSH no soro. Essa normalidade mais refinada refletiria melhor a “saúde tireoidiana”, sendo importante também porque se relaciona com a realização de rastreamentos populacionais para disfunções tireoidianas, ajudando a determinar o melhor momento para dar início à terapia de reposição hormonal. O valor ideal, na maioria dos testes, para o TSH no sangue, é de 0,4-4,0 mUI/L, em adultos. Deve-se lembrar, porém, que crianças, gestantes e idosos apresentam valores diferentes de TSH para serem considerados como normais.

Quais são os tratamentos para estas disfunções?

O tratamento pode dirigir-se para o excesso hormonal ou para combater a sua causa. Em pacientes com bócio difuso tóxico, pode ser analisada a captação de iodo pelo organismo e a seguir ser administrada uma dose de iodo radioativo, que irá destruir o tecido tireoidiano com excesso de funcionamento, e esse efeito poderá ocorrer em algumas semanas.

No período em que não for alcançada a normalização de funcionamento da tireoide,o paciente pode receber um medicamento que bloqueia a ação destes hormônios (beta –bloqueadores como o propranolol ).

Em pacientes com bócio multinodular, se o mesmo for volumoso ou apresentar sinais compressivos, o tratamento de escolha é a tireoidectomia.que só poderá ser realizada após o controle clínico do estado de hipertireoidismo. O controle do hipertireoidismo pode ser obtido com o uso de medicamentos antitireóideos como o metimazol (topazol)ou o proptiluracil, devendo ser utilizados durante várias semanas.

Em casos de bócios nodulares menos volumosos ou nos quais existe contra indicação cirúrgica, após a compensação do quadro com medicamentos, o paciente podem receber também iodo radioativo. Nos pacientes com bócio uni nodular tóxico, o quadro de hipertireoidismo pode ser compensado com medicação e a seguir o paciente pode ser submetido a tireoidectomia subtotal. Em pacientes com nódulos pequenos ou contra indicação cirúrgica, também pode ser empregado o iodo radioativo. Após a resolução do quadro, quer utilizando o iodo radioativo que cirurgia, o paciente deverá ser monitorizado periodicamente, no sentido de se detectar o eventual hipotireoidismo que pode ocorrer como complicação desses tratamento.

Qual é a assistência de Enfermagem básica com pacientes em disfunção tireoidiana?

  • Auxiliar no cuidado e na higiene do paciente, visto que este apresenta diminuição da energia e letargia moderada;
  • Monitorizar os sinais vitais e nível cognitivo do paciente, para detectar deterioração do estado físico e mental;
  • Fornecer cobertores extra, visto que o paciente com freqüência apresenta calafrios e intolerância exagerada ao frio;
  • Oferecer suporte emocional, já que o paciente com hipotireoidismo moderado a grave comumente experimenta reações emocionais grave no aspecto e na imagem corporal;
  • Incentivar a pessoa ao retorno as suas atividades sociais e profissionais, após alta hospitalar;
  • Orientar ao fato de que, na medida em que a reposição do hormônio da tireoide for sendo regularizada, todas as suas funções retomarão á normalidade.
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