Cistostomia

Quem já viu alguém com uma sonda na barriga conectada a uma bolsa de urina certamente ficou pensando o motivo daquela situação. É denominada de cistostomia.

O Cateterismo Suprapúbico , ou Cistostomia é o procedimento que estabelece a drenagem (saída) da urina por meio da introdução de um catéter tipo Folley de forma percutânea ou pela incisão da parede abdominal anterior até a bexiga.

Quando o paciente não consegue urinar e a urina fica presa dentro da bexiga, normalmente é colocada uma sonda pelo pênis para extrair a urina. Se a sonda não consegue avançar pela uretra do pênis, a única alternativa para esvaziar a bexiga e aliviar o sofrimento do paciente é entrar na bexiga por um outro caminho, e o caminho mais curto é através do abdome acima do osso púbico.

Após anestesia local com auxílio de sedação anestésica, é feita uma pequena incisão através da qual é inserido um trocáter (semelhante aos furadores de coco) que vai até a bexiga. Por este trocáter é inserido uma sonda para dentro da bexiga e o balão existente na extremidade da sonda que fica dentro da bexiga é insuflado evitando que a sonda saia.

As principais causas da impossibilidade de sondar o paciente pela uretra são:

-Estenose de Uretra
-Trauma de Bacia com lesão grave da uretra
-Cálculo impactado dentro da uretra quando não é possível resolver o cálculo de imediato
-Próstatas muito volumosas
-Câncer avançado da próstata e da uretra
-Infecções graves do pênis e saco escrotal (síndrome de Fournier)

Para evitar infecções na pelo por onde a sonda entra e infecções urinárias, a cistostomia deve permanecer o mínimo de tempo possível nos casos em que é possível tratar de forma rápida a doença que provocou essa situação. Infelizmente, no Brasil, mesmo em casos simples e tratáveis como a estenose de uretra e o aumento da próstata, os pacientes do SUS permanecem por um longo período até conseguirem realizar a cirurgia para estes problemas permitindo a retirada da cistostomia.

Lembre-se: Os procedimentos evasivos à bexiga podem causar infecção e até comprometer ureteres e rins. É muito importante seguir com rigor a técnica asséptica (livre de microorganismos) para não levar infecção ao cliente. Jamais esqueça-se também de que antes de retirar a sonda de demora é necessário primeiro desinflar o balonete para não causar grave lesão na uretra do paciente! E, lave as mãos antes e após qualquer procedimento com o paciente.

E ainda, o cliente com queda de resistência em seu sistema de defesa (imunológico) é mais predisponente à infecção urinária. Se o paciente sofre de retenção urinária, não se deve drenar mais que 750 ml de urina de cada vez, para evitar uma descompressão brusca da bexiga.

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